O portal Política Explicada explica a política de forma simples, mas simplificar não pode significar distorcer. Esta página mostra os critérios que usamos — e eles valem igualmente para todos os lados.
Fontes
Toda afirmação sobre a atuação de um governante vem acompanhada do link da fonte. Damos preferência, nesta ordem, a:
- documentos oficiais (Diário Oficial, leis, decisões judiciais, dados do IBGE, IPEA, TSE e tribunais de contas);
- veículos de imprensa reconhecidos, de preferência mais de um;
- estudos acadêmicos e de institutos independentes.
Posição no espectro político
Usamos a classificação do partido pelo qual o governante foi eleito, segundo pesquisa com 519 cientistas políticos que posicionaram cada partido numa escala de 0 (esquerda) a 10 (direita) — Bolognesi, Ribeiro e Codato, revista Dados, 2023. Faixas: até 1,5 extrema-esquerda; 1,51 a 3 esquerda; 3,01 a 4,49 centro-esquerda; 4,5 a 5,5 centro; 5,51 a 7 centro-direita; 7,01 a 8,5 direita; acima de 8,5 extrema-direita. No portal, as faixas extremas são agrupadas nos polos “esquerda” e “direita”.
Governadores e prefeitos seguem a mesma regra, pelo partido com que foram eleitos segundo o TSE. Partidos criados ou renomeados depois da pesquisa (ex.: União Brasil, PRD) ficam “sem classificação”.
Limitações que assumimos de forma transparente: a classificação é do partido, atribuída pelos autores da pesquisa — não é uma avaliação da pessoa nem uma opinião do portal; reflete a percepção de 2018, e partidos mudam ao longo do tempo; quem governou sem partido fica “sem classificação”. Veja o que cada campo costuma defender em Direita e esquerda.
Indicadores sociais
Quando há dados comparáveis, mostramos dois indicadores oficiais no início e no fim do mandato, publicados pelo Banco Mundial a partir da PNAD/IBGE: o índice de Gini (desigualdade de renda, de 0 a 100) e a pobreza (parcela da população com renda abaixo de US$ 3 por dia).
Mostramos apenas os números e a variação, com as ressalvas do período. Não atribuímos rótulos como “governou para os pobres” ou “para os ricos”: indicadores mostram o que aconteceu no país, e crises externas, pandemia e decisões do Congresso também pesam.
Principais atos do mandato
Listamos leis sancionadas, programas criados e medidas adotadas, descritos de forma factual, sem qualificar como bons ou ruins — essa avaliação fica com você. Cada ato tem o link da fonte, de preferência o texto oficial (planalto.gov.br, Diário Oficial).
Promessas
Só registramos promessas que constam do plano de governo registrado no TSE pela candidatura, com o link do documento. Quando indicamos o resultado (cumprida, parcialmente cumprida ou não cumprida), há uma fonte que o comprove; sem ela, a promessa aparece “sem avaliação”.
Decisões judiciais
Publicamos apenas decisões finais ligadas à própria pessoa:
- Condenação definitiva — quando não cabe mais recurso;
- Absolvição — a Justiça concluiu pela inocência ou pela falta de provas;
- Anulação — a decisão anterior foi anulada por um tribunal;
- Arquivamento — a investigação ou o processo foi encerrado.
Não publicamos investigações, denúncias ou processos em andamento, nem casos atribuídos de forma genérica ao “governo”. Respeitamos a presunção de inocência (Constituição Federal, art. 5º, LVII): ninguém é tratado como culpado antes da condenação definitiva. Para governadores e prefeitos, só registramos condenações definitivas com fonte no próprio tribunal.
Fotos
Usamos apenas fotos com licença que permite o uso com crédito, sempre informado junto ao perfil: retratos oficiais da Presidência e da Agência Brasil publicados no Wikimedia Commons (licenças Creative Commons) e as fotos de candidatura divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral nos dados abertos (licença Creative Commons Atribuição), disponíveis a partir das eleições de 2004. Quando não há foto disponível, mostramos as iniciais.
Atualizações e correções
Cada perfil mostra a data da última atualização. Se você encontrar um erro, escreva para o e-mail informado no rodapé; correções procedentes são publicadas com a data da alteração.